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  • Leonardo Amorim

O que é Valor, e o que não é?

Você sabe o verdadeiro valor das coisas? Ele que faz com que você desista de algo, ou persista até conquistar.


Bom primeiramente me deixa dizer que não estou falando aqui do quanto custa algo, mas o qual é o valor que alimenta a busca por alguma coisa, o que te impulsiona, e na grande maioria das vezes de maneira inconsciente a querer ou não alguma coisa.


O valor econômico será interessante para o pensamento que gostaria de compartilhar com você, pois nele se define muito bem alguns aspectos que criam o Valor Cultural que é tão importante ser administrado pelo líder, profissional de saúde mental, Coach e qualquer um que se interesse em dar luz ao que conduz o homem a adotar determinados comportamentos.


A ideia que me parece mais clara é a do filósofo Karl Marx, que teorizou sobre a Lei do Valor, aonde o custo de um produto é determinado pelo trabalho necessário para aquilo ser produzido e da quantidade de oferta em relação à procura, ou seja, uma tríade entre o esforço para ser feito, quantos querem e quanto daquilo se têm para vender.


Já o Valor Cultural, pode ser entendido pelo prisma da relação entre o indivíduo e o objeto focal, a importância projetada pelo homem em algo. De maneira ainda mais clara, o valor de algo dependerá dos “olhos de quem vê”, provavelmente de nada lhe serviria no momento em que lê este artigo um pé de pato e máscara de mergulho, mas talvez lhe seja muito útil óculos para leitura. Neste princípio toda ação é neutra, até que uma pessoa ou grupo social lhe atribua. Outro aspecto do Valor Cultura está na satisfação de uma necessidade básica ( respirar, comer, beber, se relacionar e etc.) e de um objeto ou serviço em satisfazê-lo.


Muitas pessoas e profissionais traçam suas metas negligenciando a importância que tem o valor no fracasso ou no êxito. Uma vez que ele é o maior motivador para o alcance de qualquer meta, é daí que surge a necessidade de sua compreensão exata. Surgem então inúmeros pontos que podemos e devemos esclarecer para uma maior compreensão do verdadeiro valor que o seu cliente, colaborador, amigo dá para aquilo, e de quão surpreendentemente pode ser diferente para você.




O seguinte exemplo em um atendimento que fiz, deixa claro o perigo de não seguir o valor verdadeiro do cliente.


- Estou ganhando tanto com minhas sessões, meus relacionamentos familiares melhoraram muito. Minha filha está muito feliz com nossos passeios aos sábados e minha mãe disse que eu devia ter feito esse negócio de coaching há mais tempo.


- Então você quer trabalhar seus relacionamentos? (Na primeira sessão tínhamos combinado que o foco dos atendimentos estaria em fazer uma melhor gestão do seu tempo, principalmente para os estudos, estávamos na terceira.)


-Não! Eu te contratei para usar melhor o meu tempo para estudar.


Cometi um erro grave, quis trazer como valor central para nossa conversa os seus relacionamentos, quando na verdade estes eram os ganhos secundários para o cliente, em ter conquistado uma melhor administração de seu tempo. Voltamos para nosso objetivo principal e obtivemos êxito, pois o cliente ficou novamente motivado e estava alimentando sua necessidade de maneira satisfatória, com o serviço prestado, em acordo com o seu próprio sistema de crenças e valores.


Espero que estas palavras e o caso que apresentei, inspire a ter em mente sobre tudo o valor do outro para tomar suas atitudes com ele, desta maneira suas ações serão mais assertivas e sem ferir aquilo que o outro acredita, e então obter muito mais sucesso nas relações.

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