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  • Leonardo Amorim

Você precisa de um Coach?

Tenho ressaltado, em artigos anteriores, três pontos chaves para uma boa trajetória profissional: o autoconhecimento, no sentido de buscar conhecer as nossas competências, potencialidades e valores; ter um plano de ação para nos ajudar a construir uma rota possível de carreira, e prazer no que faz, considerada uma alavanca poderosa para qualquer realização. No entanto, a consciência de que este tripé é o caminho para obtermos algum êxito, nem sempre acontece porque sozinhos não chegamos a esta conclusão.





Vivemos num ambiente conturbado, com planos que não se concretizam, abarrotados com nosso cotidiano, o que gera muitas vezes uma visão míope dos aspectos da nossa vida. E nesse olhar distorcido, não consideramos novas possibilidades, outras atitudes. Neste momento, a ação de um profissional pode ser bastante significativa para nos auxiliar a refletir sobre nosso potencial de desenvolvimento, nossa estrutura emocional. E, enfim, abrir espaço num campo mental viciado, plantando novas sementes de atuação.


O profissional a que me refiro atende pelo nome de coach, palavra de origem inglesa, que foi sempre usada no mundo esportivo para designar a função do técnico, do treinador. Quando alargamos seu conceito para o mundo do trabalho, nos referimos ao profissional que estimula o indivíduo a descobrir suas competências, a se motivar, a superar dificuldades e a expandir possibilidades, favorecendo sua satisfação em várias esferas da sua vida.


A expressão coaching, refere-se ao processo que o coach utiliza para gerar o autodesenvolvimento do indivíduo, aplicável em todos os aspectos da sua vida e que lhe permite alcançar o pico de suas potencialidades - o que, em geral, não se consegue sozinho.

Quando cito que o coaching tem aplicação multifacetada, refiro-me a aspectos da vida pessoal (familiar, social, saúde, financeira) e profissional. Neste último, o coaching oferece uma boa base de sustentação para aqueles que estão bem profissionalmente e querem melhorar, para os que querem mudar de carreira ou de ambiente profissional, enfim para todos que se preocupam com o desenvolvimento de suas carreiras.


É importante ressaltar que o coaching não é um processo terapêutico, nem de consultoria, nem de aconselhamento. Não é terapia, pois não se trata de uma ferramenta corretiva, não trabalha aspectos emocionais como depressão, fobia e nem analisa situações pregressas que interferem no modo de agir do indivíduo.


Não pode, igualmente, ser considerada uma atividade de consultoria, visto que o coach não é um especialista na área de atuação do cliente e nem se propõe a resolver problemas. Também não se trata de um instrumento de aconselhamento, pois o profissional não decide pelo cliente, não aponta soluções, nem dá conselhos indicando o melhor caminho.


O coach deve auxiliar o indivíduo a tomar conhecimento dos próprios recursos que poderão levá-lo a conquista de realizações pessoais e/ ou profissionais. Podemos simplificar e dizer: o coach não diz o que a pessoa deve fazer, apenas cria condições para que ela se desenvolva.


Neste processo, o cliente leva questões de sua vida ao coach, este o estimula a identificá-las e o conduz à busca de soluções através de suas próprias habilidades. No âmbito profissional, o processo leva o indivíduo a reconhecer suas competências, a estabelecer metas e desenvolver uma estratégia para planejar sua carreira em sinergia com seus propósitos pessoais.