Um papo sobre amor, com Ana Barbosa

Atualizado: 29 de jun.

Sabe aquela mudança na logo da empresa ou o texto no LinkedIn para falar sobre o mês do orgulho LGBTQIA+? São atitudes importantes, contudo, inclusão, diversidade e respeito vão muito além disso.


Vamos começar explicando do que se trata essa data tão importante. No dia 28 de junho de 1969, houve a revolta no Stonewall Inn, um bar frequentado pela comunidade e era alvo frequente da repressão e violência policial, após isso, aconteceram diversos movimentos e protestos ao redor do mundo pela garantia dos nossos direitos.


Ao longo do ano temos diversas outras datas que trazem visibilidade à comunidade LGBTQIA+ e aos obstáculos ainda vivenciados, sendo uma forma de relembrar a importância de nos orgulharmos de quem somos e lutar pela nossa existência, lutar pelo direito de ocupar os espaços que também são nossos e amar sem medo!


Esse é um assunto que também devemos levar para vida profissional, apesar de ser notável o quanto as empresas estão se abrindo ao assunto, muitos ainda vivem a insegurança de um ambiente de trabalho afogado em preconceito, outros fazem parte das estatísticas do desemprego, o que faz com que esconder sua sexualidade ou gênero seja a única forma de garantir sua sobrevivência.


Segundo pesquisa realizada pela Revista Veja, em 2018, 62% dos profissionais de RH falaram que suas empresas não estão preparadas para lidar com a diversidade, 25% acreditam que as empresas não estão aptas a lidar com o tema, e apenas 10% acreditavam que as empresas estão preparadas incluir e acolher a comunidade.


Como uma empresa muda esse cenário? Criando programas de integração que façam com que esses profissionais se sintam realmente livres para serem quem são e valorizados, cuidados com a saúde mental e incentivos educacionais para o crescimento, políticas de contratação voltadas para a comunidade LGBTQIA+, além de ser extremamente necessário que todos os colaboradores tenham acesso a conteúdos, palestras e demais atividades que disseminem a importância de não tolerar ou praticar atitudes e falas preconceituosas.


As empresas devem se preparar e cuidar da inclusão e diversidade, criando um local seguro, de evolução profissional, onde é possível se abrir para o mundo e mostrar todas as suas habilidades e ideias, com a certeza de que ali é um lugar de acolhimento.